Pontos principais
Existem duas formas principais de melhorar um software: aplicar patches e atualizar. Muita gente usa os dois termos como sinônimos, mas são processos distintos, com finalidades diferentes.
Ao entender as diferenças entre patch e atualização, os desenvolvedores conseguem priorizar e comunicar melhor a natureza de cada versão lançada, e seu departamento de TI implementa com facilidade a solução de gerenciamento de patches.
Prefere vídeo? Assista ao nosso guia visual: Patch e atualização: entenda as principais diferenças.
Principais diferenças entre patch e atualização
Patches e atualizações se diferenciam em escopo, finalidade e frequência. A tabela abaixo destaca essas distinções.
| Patches | Atualizações |
| Correções pequenas e pontuais para problemas específicos, como vulnerabilidades de segurança ou bugs | Versões abrangentes que ampliam funcionalidades, trazem recursos novos ou reformulam a arquitetura do software |
| Resolvem problemas urgentes e imediatos | Melhoram a funcionalidade geral e a experiência do usuário |
| Lançados conforme a necessidade | Lançadas em um cronograma regular |
| Instalação costuma ser rápida | Instalação costuma demorar mais |
Quando todo mundo entende essas diferenças, as equipes de TI conseguem priorizar e gerenciar a manutenção de software em diferentes ambientes ou endpoints distribuídos. Para passos práticos, leia Gerenciamento de patches e melhores práticas.
O que é um patch de software?
Patches de software são pequenas atualizações lançadas pelos desenvolvedores para corrigir problemas ou vulnerabilidades específicas de um programa. Servem para resolver bugs, falhas de segurança ou outros problemas identificados depois do lançamento inicial do software. Um patch tem escopo pequeno e foco em um problema determinado.
Os patches são essenciais para questões imediatas e surgem em resposta a preocupações específicas ou a um aspecto do programa. Um patch de software pode tratar de segurança, desempenho, compatibilidade ou qualquer outra área que exija atenção. A proposta é oferecer uma solução rápida e eficiente para um problema específico, sem grandes mudanças no software como um todo.
Exemplo: a Microsoft lança um patch emergencial para corrigir uma vulnerabilidade de dia zero no Windows que hackers já exploravam ativamente.
O que são atualizações de software?
Já as atualizações de software são mais abrangentes. Têm alcance maior e saem periodicamente para melhorar a funcionalidade geral do software. Podem incluir correções de bugs, recursos novos, ganhos de desempenho, melhorias de segurança e outras mudanças que entregam uma experiência melhor ao usuário.
Diferentemente dos patches, as atualizações costumam envolver modificações significativas no programa. Podem trazer novos recursos, mudar a interface ou até reformular toda a arquitetura do software. As atualizações de programas saem com regularidade, muitas vezes em intervalos definidos, para manter o software em dia com os avanços mais recentes e as demandas dos usuários.
Exemplo: em aplicativos na nuvem, como Microsoft 365 ou Google Workspace, as atualizações costumam combinar o lançamento de recursos (novas ferramentas de colaboração, por exemplo) com melhorias de segurança nos bastidores.
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Principais diferenças entre patch e atualização
Uma diferença importante entre patch e atualização está no escopo e na finalidade. O patch é uma correção direcionada a um problema ou vulnerabilidade específica; a atualização é um upgrade mais amplo, com diversas melhorias e mudanças. Patches são menores e instalam mais rápido, já que atacam apenas problemas pontuais. As atualizações, por sua vez, podem ser maiores e levar mais tempo para instalar, por conta das mudanças extensas.
Outra diferença entre patch e atualização é a frequência de lançamento. Os patches saem conforme a necessidade, sempre que um problema específico é identificado e precisa ser resolvido com urgência. Já as atualizações chegam com regularidade, mensal ou trimestralmente, por exemplo, reunindo um conjunto acumulado de melhorias e mudanças no software.
Qual é o objetivo de aplicar patches nos sistemas?
O objetivo é manter o software seguro, estável e funcional. Vulnerabilidades e bugs podem ser explorados por invasores para obter acesso não autorizado, derrubar sistemas ou comprometer dados sensíveis. Ao aplicar patches com regularidade, os desenvolvedores corrigem essas vulnerabilidades e protegem os usuários de possíveis ameaças.
Aplicar patches nos sistemas também melhora o desempenho e a confiabilidade do software. Ao resolver bugs e problemas de desempenho, os patches aprimoram a experiência do usuário e garantem um funcionamento fluido. Além disso, corrigem incompatibilidades com hardware ou software novos, mantendo o software utilizável em ambientes tecnológicos em constante mudança.
Entenda a conformidade de patches
Conformidade de patches é o nível de aderência às políticas e aos requisitos de aplicação de patches de uma organização ou sistema. As organizações precisam garantir que todos os patches sejam aplicados com rapidez e consistência para manter um ambiente seguro e estável. Além disso, empresas que lidam com informações financeiras, de saúde ou pessoais estão sujeitas a normas governamentais de cibersegurança e precisam atender aos requisitos de PCI (Payment Card Industry Data Security Standard), HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) ou GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados).
Organizações que precisam cumprir regulamentações governamentais de segurança também devem alcançar conformidade de patches para mitigar riscos de segurança, corrigir bugs e preservar a saúde geral dos sistemas. Além de atender às normas aplicáveis, estabeleça políticas e procedimentos claros de gerenciamento de patches, com avaliações, testes e implantações regulares. Priorize os patches pela gravidade das vulnerabilidades que corrigem e trate primeiro os riscos mais significativos.
Não manter a conformidade de patches pode causar não só violações de segurança, mas também multas regulatórias pesadas, danos à reputação e perda da confiança dos clientes.
Para entender melhor como a conformidade de patches se encaixa na sua estratégia de segurança e de TI, assista ao nosso vídeo: O que é conformidade de patches. Ele traz uma visão geral útil do que a conformidade de patches envolve e por que ela é crítica para manter sistemas seguros e bem gerenciados.
Como funciona o processo de patch e de atualização
O processo pode variar conforme o software e os requisitos específicos. Ainda assim, há etapas gerais comuns aos dois casos.
O primeiro passo para aplicar um patch é identificar o problema ou a vulnerabilidade que ele corrige. Depois de obter o patch, é preciso testá-lo para confirmar que não cria problemas novos nem conflitos com o software existente. Com o teste aprovado, o patch pode ser aplicado ao sistema ou software afetado, normalmente por um processo automatizado de atualização.
No caso das atualizações de software, o processo é mais extenso. Começa pela identificação das áreas que precisam de melhoria ou modificação. Em seguida, os novos recursos ou mudanças são desenvolvidos e testados a fundo. Quando a atualização fica pronta, chega aos usuários, que podem instalá-la manualmente ou por um mecanismo automatizado oferecido pelo software.
Mal-entendidos comuns sobre patch e atualização
Um equívoco frequente é achar que patches só tratam de segurança, enquanto atualizações apenas acrescentam recursos. Correções de segurança realmente aparecem muito nos patches, mas uma única atualização também pode reunir recursos novos e correções de segurança, o que torna a fronteira entre os dois menos nítida.
Outro mal-entendido é supor que os patches saem só para versões antigas do software e as atualizações, apenas para as mais recentes. Na prática, patches e atualizações podem ser lançados para qualquer versão, conforme os problemas identificados ou as melhorias previstas. Os desenvolvedores buscam oferecer suporte e manutenção contínuos a todas as versões, para que os usuários recebam as atualizações e os patches necessários.
Alguns fornecedores usam os termos de forma diferente. A Microsoft, por exemplo, costuma chamar correções de segurança de “atualizações” em vez de “patches”. Consulte sempre as notas de versão para entender a intenção de cada lançamento.
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