Pontos principais
Como configurar a Proteção contra exploits no Windows Defender
- As configurações da Proteção contra exploits podem ser definidas pela Segurança do Windows, pela Política de Grupo ou pelo PowerShell, conforme o nível de acesso.
- Teste as mudanças com cuidado: configurações incorretas podem afetar a estabilidade ou o desempenho dos aplicativos.
- Exportar e importar as configurações de proteção contra exploits ajuda a manter a consistência em vários dispositivos.
A proteção de dados virou prática básica hoje, quando a maior parte das informações está digitalizada. Um sistema só fica vulnerável a ameaças quando não está protegido contra riscos, o que pode levar à perda, ao roubo ou ao comprometimento de dados. A boa notícia é que a maioria dos principais sistemas operacionais, como o Windows, traz recursos de segurança nativos que ajudam nessa proteção.
No caso do Windows, as configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender impedem que exploits sejam executados com sucesso no dispositivo. Este artigo explora o recurso, suas configurações, os casos de uso da Proteção contra exploits do Windows Defender e muito mais.
Implante políticas de segurança em escala e reduza vulnerabilidades nos endpoints de forma consistente.
Visão geral da Proteção contra exploits do Windows Defender
O que é a Proteção contra exploits do Windows Defender
A Proteção contra exploits do Windows Defender é um recurso nativo do sistema operacional Windows criado para mitigar vulnerabilidades e proteger dispositivos contra ameaças de segurança e ataques sofisticados. O recurso aplica técnicas avançadas de mitigação de exploits e acrescenta uma camada extra de proteção para defender contra malware e ciberataques que exploram falhas de software.
Por que a Proteção contra exploits do Windows Defender importa
A Proteção contra exploits do Windows Defender tem papel essencial na mitigação de vulnerabilidades. Configurar o recurso pode ser necessário para:
- reforçar a proteção em ambientes de alto risco;
- resolver problemas de compatibilidade com aplicativos específicos;
- personalizar configurações de segurança conforme os requisitos corporativos.
O papel da Proteção contra exploits no ecossistema de segurança do Windows
A Proteção contra exploits complementa antivírus e firewall, tratando ameaças que exploram vulnerabilidades em vez de depender apenas de arquivos maliciosos. Ela é fundamental para:
- defender contra vulnerabilidades de dia zero;
- proteger ativos de alto valor em ambientes corporativos.
Como acessar as configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender
Dá para acessar as configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender pelo aplicativo Segurança do Windows e, para usuários avançados, pela Política de Grupo ou pelo PowerShell. Veja como:
A. Pelo aplicativo Segurança do Windows
- Abra Configurações e vá até Atualização e Segurança > Segurança do Windows.
- Selecione Controle de aplicativos e navegador.
- Na seção “Proteção contra exploits”, clique em Configurações de proteção contra exploits.
B. Pela Política de Grupo ou pelo PowerShell
1. Pela Política de Grupo:
- Abra o Console de Gerenciamento de Política de Grupo (GPMC) pressionando Win + R. Digite gpmc.msc e pressione Enter.
- Na janela do Gerenciamento de Política de Grupo, navegue até o Objeto de Política de Grupo (GPO) que quer modificar ou crie um novo clicando com o botão direito em Objetos de Política de Grupo e selecionando Novo. Dê um nome ao GPO e clique em OK.
- Clique com o botão direito no GPO recém-criado e selecione Editar.
- Na janela do Editor de Gerenciamento de Política de Grupo, vá até:
- Configuração do Computador > Modelos Administrativos > Componentes do Windows > Windows Defender Exploit Guard > Proteção contra Exploits.
- Aqui dá para ver e configurar as opções da Proteção contra exploits.
2. Pelo PowerShell:
- Abra o PowerShell como administrador: clique com o botão direito no menu Iniciar e selecione Windows PowerShell (Admin).
- Para ver as configurações atuais de proteção contra exploits de um processo, use o comando:
- Get-ProcessMitigation -Name <process_name>
- Substitua <process_name> pelo processo desejado (por exemplo, notepad).
- Para ver as configurações globais de proteção contra exploits, use o comando:
- Get-MpPreference
- OBSERVAÇÃO: o comando Get-MpPreference serve para consultar as preferências do Microsoft Defender Antivírus. Embora mostre a configuração geral do Defender, ele não está diretamente ligado à visualização ou ao gerenciamento detalhado da Proteção contra exploits. Para configurações minuciosas de mitigação de exploits, use a interface da Segurança do Windows ou outras ferramentas dedicadas.
- Para ajustar as configurações globais de proteção contra exploits, use o cmdlet Get-MpPreference para ver as configurações atuais:
- Get-MpPreference
Como alterar as configurações da Proteção contra exploits
Pelas configurações da Segurança do Windows
A. Personalizar as configurações do sistema na Proteção contra exploits
1. Acesse as configurações da Proteção contra exploits
- Abra a Segurança do Windows.
- Clique no ícone Controle de aplicativos e navegador.
- Role até o fim e clique no link Configurações de proteção contra exploits.
2. Modifique as configurações do sistema
- Na guia Configurações do sistema, ajuste cada opção de proteção conforme a necessidade.
- Entre os exemplos estão DEP, CFG e Alocação aleatória de memória.
- Depois de fazer as alterações, clique em Aplicar.
- Algumas mudanças podem exigir a reinicialização do computador.
- Na guia Configurações do sistema, ajuste cada opção de proteção conforme a necessidade.
3. Salve e saia
- Ao terminar, feche a janela da Segurança do Windows.
B. Adicionar programas com configurações personalizadas
1. Adicione um programa à Proteção contra exploits
- Abra a Segurança do Windows e vá até o ícone Controle de aplicativos e navegador.
- Clique no link Configurações de proteção contra exploits.
- Em Configurações do programa, clique em Adicionar programa para personalizar e escolha Escolher caminho de arquivo exato.
- Localize o arquivo .exe do programa (por exemplo, notepad.exe) e selecione-o.
2. Personalize as configurações do programa
- Selecione o programa adicionado na lista.
- Clique em Editar e ajuste as opções disponíveis conforme a necessidade.
- Clique em Aplicar para salvar.
C. Remover um programa da Proteção contra exploits
1. Acesse as configurações do programa
- Abra a Segurança do Windows e vá até o ícone Controle de aplicativos e navegador.
- Clique em Configurações de proteção contra exploits e abra a guia Configurações do programa.
2. Remova um programa
- Selecione o programa que quer remover.
- Clique em Remover e confirme clicando em Sim.
D. Personalizar configurações de programas específicos
1. Acesse as configurações do programa
- Abra a Segurança do Windows e clique no ícone Controle de aplicativos e navegador.
- Clique em Configurações de proteção contra exploits e vá até Configurações do programa.
2. Edite as configurações do programa
- Selecione um programa da lista e clique em Editar.
- Personalize opções individuais como DEP, CFG ou ASLR conforme as necessidades de segurança.
- Clique em Aplicar para salvar.
Com comandos do PowerShell
Também dá para usar o PowerShell para gerenciar as configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender. Mas lembre-se: nem todas as opções estão disponíveis diretamente por comandos do PowerShell. As possibilidades pelo PowerShell são mais limitadas do que pela interface gráfica da Segurança do Windows. Veja o que dá e o que não dá para gerenciar por lá.
A. Personalizar as configurações do sistema na Proteção contra exploits pelo PowerShell
1. Acesse as configurações da Proteção contra exploits
- O PowerShell não abre a interface da Segurança do Windows diretamente, mas permite modificar algumas opções por cmdlets.
- Para acessar e alterar configurações da Proteção contra exploits, use o cmdlet Set-MpPreference e ajuste algumas opções de todo o sistema. Por exemplo, para ativar ou desativar proteções como a Prevenção de Execução de Dados (DEP), há comandos específicos. (OBSERVAÇÃO: esses comandos não oferecem o controle minucioso da interface da Segurança do Windows, mas modificam configurações básicas de segurança.)
- Set-MpPreference -EnableControlledFolderAccess Disabled # Disable Controlled Folder Access
- Set-MpPreference -DisableIntrusionPreventionSystem $true # Disable Intrusion Prevention
2. Modifique as configurações do sistema
- Para ativar ou desativar mitigações como DEP, Control Flow Guard (CFG) ou Alocação aleatória de memória, o PowerShell cobre alguns aspectos.
- Exemplo para desativar a Prevenção de Execução de Dados (DEP):
- Para ativar ou desativar mitigações como DEP, Control Flow Guard (CFG) ou Alocação aleatória de memória, o PowerShell cobre alguns aspectos.
bcdedit /set nx AlwaysOff
- Exemplo para ativar o DEP:
bcdedit /set nx AlwaysOn
OBSERVAÇÃO: não existe comando do PowerShell que alterne cada opção individual de Configurações do sistema na Proteção contra exploits disponível pela interface (por exemplo, CFG, ASLR). Para quem não tem familiaridade, a interface é o caminho mais simples.
B. Remover um programa da Proteção contra exploits pelo PowerShell
1. Adicione um programa à Proteção contra exploits
- O PowerShell não tem um cmdlet específico para adicionar um aplicativo diretamente à lista de Configurações do programa na Proteção contra exploits. Ainda assim, dá para usar os cmdlets do Windows Defender para configurar opções mais amplas de aplicativos.
2. Personalize as configurações do programa pelo PowerShell
- Mais uma vez, o PowerShell não oferece controle granular sobre as configurações de programas individuais na Proteção contra exploits. Personalizações como ativar o DEP para um programa específico costumam ser feitas pela interface.
- Mas, se precisar alterar configurações no nível do sistema para determinadas categorias de aplicativos (por exemplo, bloquear todos os scripts), o PowerShell resolve com este comando:
Set-MpPreference -ThreatsAllowed "Script" # For example, blocking scripts
OBSERVAÇÃO: os comandos Set-MpPreference, como Set-MpPreference -EnableControlledFolderAccess Disabled, controlam o recurso Acesso Controlado a Pastas do Microsoft Defender, não a Proteção contra exploits. O Acesso Controlado a Pastas é um recurso de segurança distinto, que protege pastas específicas contra acesso não autorizado, enquanto a Proteção contra exploits mitiga vulnerabilidades nos níveis de processo e de sistema. Tome cuidado para não confundir os dois recursos ao ajustar configurações de segurança.
Não há comando do PowerShell que remova um programa das configurações do programa na Proteção contra exploits. A remoção precisa ser feita manualmente pela interface da Segurança do Windows. Da mesma forma, o PowerShell não é ideal para personalizar diretamente as configurações da Proteção contra exploits por programa, mas serve para desativar certas proteções globalmente (como a ASLR) por meio de edições no registro ou dos cmdlets Set-MpPreference para um controle mais amplo.
💡Para exportar ou importar as configurações da Proteção contra exploits, veja “Como exportar e importar as configurações da Proteção contra exploits do Microsoft Defender no Windows”.
Boas práticas ao ajustar as configurações da Proteção contra exploits
Modificar as configurações da Proteção contra exploits é uma tarefa delicada. Por isso, o trabalho precisa ficar com administradores de TI que saibam conduzir a operação. Além disso, vale seguir algumas boas práticas recomendadas para esses ajustes.
- Teste as mudanças antes de aplicá-las globalmente. Testar as alterações feitas nas configurações da Proteção contra exploits garante que nenhuma modificação afete o sistema nem crie problemas no funcionamento dos aplicativos. Antes de implementar as mudanças em toda a rede ou no sistema gerenciado, teste tudo a fundo em um único programa ou em uma máquina virtual.
- Documente as alterações. Como administrador de TI, você sabe a importância de registrar as configurações feitas na Proteção contra exploits. A documentação deve incluir dados como data, justificativa e programas ou sistemas afetados. Isso dá informações completas para usar depois em soluções de problemas, em auditorias para requisitos de conformidade ou até para replicar e reverter configurações.
- Aplique as configurações recomendadas. Configurações personalizadas podem ser necessárias para atender a aplicativos ou ambientes específicos, mas o melhor é começar pelos padrões recomendados pela Microsoft. Esses padrões foram pensados para oferecer um nível equilibrado de segurança e, ao mesmo tempo, garantir a máxima compatibilidade entre diferentes sistemas e aplicativos.
- Reinicie quando necessário. Alguns ajustes feitos nas configurações da Proteção contra exploits só entram em vigor depois que os programas ou o sistema afetados são reiniciados. A reinicialização garante que as modificações sejam aplicadas corretamente e que as configurações em memória sejam redefinidas, principalmente quando há mudanças no nível do sistema ou quando a proteção é adicionada a programas específicos ou removida deles. Avise sempre os usuários finais sobre a necessidade de reiniciar quando isso afetar o fluxo de trabalho deles e planeje a parada para evitar interrupções.
Casos de uso comuns para ajustar a Proteção contra exploits
1. Segurança reforçada
Configurações rígidas de proteção contra exploits beneficiam organizações que lidam com dados sensíveis ou que correm alto risco de enfrentar ciberameaças. Esses ambientes de alto risco podem aproveitar mitigações avançadas como Control Flow Guard (CFG) e Address Space Layout Randomization (ASLR), que ajudam a reduzir exploits comuns ao impedir que invasores prevejam posições de memória ou assumam o controle da execução de programas. Ao ativar essas proteções de forma ampla, você cria uma camada adicional de segurança contra diversas ameaças.
2. Problemas de compatibilidade
Problemas de compatibilidade podem surgir quando alguns aplicativos não funcionam direito com as configurações padrão da Proteção contra exploits. Isso costuma acontecer quando certas mitigações não interagem bem com o código do programa. Nesses casos, desativar restrições específicas pode ser necessário para que o software afetado rode sem travas. Os administradores de TI precisam entender as implicações de cada configuração para adaptar as proteções às necessidades de cada programa sem comprometer a segurança geral do sistema.
Solução de problemas
Administradores de TI podem encontrar problemas ou dúvidas ao alterar as configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender. Veja os problemas mais comuns, como resolvê-los e algumas das perguntas mais frequentes.
Problemas comuns e soluções
1. Programas pararam de funcionar direito depois das alterações. Como explicado acima, problemas de compatibilidade surgem quando há conflito entre o código do aplicativo e as proteções de segurança ativas, fazendo com que os programas não funcionem corretamente. O que fazer:
- Volte às configurações padrão dos programas afetados ou ajuste as opções de compatibilidade para que funcionem corretamente. Isso ajuda a identificar quais configurações estão afetando os programas que pararam de funcionar após a mudança. Também ajuda a equilibrar proteção, segurança e funcionamento dos aplicativos, evitando interrupções.
2. O desempenho do sistema caiu. Às vezes dá para notar uma queda considerável no desempenho depois de modificar as configurações da Proteção contra exploits. Isso pode vir do maior consumo de recursos causado pelos recursos de segurança ativados. O que fazer:
- Identifique quais programas ou configurações de proteção estão causando a lentidão. Ajuste ou desative-os temporariamente.
- Teste cada configuração isoladamente para descobrir qual delas provoca o problema de desempenho.
- Se necessário, faça ajustes finos para equilibrar segurança e desempenho do sistema.
3. A proteção não é consistente entre os aplicativos. Ao usar a Proteção contra exploits, os usuários podem notar que alguns aplicativos continuam vulneráveis, ou seja, não estão totalmente protegidos. Isso pode ocorrer por configuração incorreta ou por exclusões, intencionais ou não. O problema aparece quando um programa não foi adicionado corretamente à lista de configurações personalizadas ou quando os perfis de proteção não são aplicados de forma uniforme. O que fazer:
- Verifique com atenção todos os programas necessários e confirme se foram adicionados corretamente à lista.
- Confirme se as configurações estão aplicadas de forma consistente em todos os softwares relevantes.
Bloqueie caminhos de ataque comuns antes que sejam explorados. Leia Configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender para reforçar a segurança de endpoint.
Mantenha as configurações de proteção contra exploits em conformidade e funcionando em todos os endpoints.
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Fortaleça a postura de segurança com a Proteção contra exploits
A Proteção contra exploits do Windows Defender é peça essencial de qualquer estratégia sólida de segurança em sistemas Windows. Configurá-la corretamente ajuda organizações e usuários a reforçar as defesas contra ciberataques sofisticados. Os passos detalhados acima devem ajudar a entender e gerenciar essas configurações e dar a você condições de agir para fortalecer a postura de segurança do sistema.
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Guia de início rápido
NinjaOne oferece várias formas de gerenciar as configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender:
1. A Biblioteca de Scripts do NinjaOne traz scripts que ajudam a modificar configurações ligadas à segurança, incluindo:
- Ativar ou desativar o Windows Defender SmartScreen
- Definir diversas configurações relacionadas à segurança
2. Embora não exista um script direto e completo só para as configurações da Proteção contra exploits do Windows Defender, há várias opções:
- usar os recursos de script do NinjaOne para criar scripts personalizados que alterem essas configurações;
- aproveitar scripts prontos que ativam ou desativam vários recursos de segurança do Windows;
- aplicar configurações de Política de Grupo com o gerenciamento de patches do NinjaOne e as ferramentas de política.
Para a configuração mais precisa, recomendamos:
1. criar um script PowerShell personalizado que altere configurações específicas da Proteção contra exploits;
2. implantar o script pelas ferramentas de automação do NinjaOne;
3. verificar as mudanças com políticas de dispositivo ou scripts adicionais.
