Pontos principais
- Automatize a auditoria de logins do Entra ID: monte um pipeline de auditoria de logins do Entra ID multi-tenant com o Microsoft Graph PowerShell para automatizar a coleta de logs, padronizar filtros e gerar evidências repetíveis para auditorias de conformidade e segurança.
- Proteja o registro do aplicativo e as permissões: use permissões de aplicativo (não delegadas) para a coleta multi-tenant sem supervisão, proteja as credenciais e garanta o consentimento do administrador em cada tenant para um acesso a dados seguro e escalável.
- Defina um esquema consistente e enriqueça os logs de login: defina um esquema normalizado para os logs de login e enriqueça campos (geolocalização, ASN) para melhorar a precisão das detecções e alinhar a filtragem investigativa.
- Transforme dados de auditoria em sinais de segurança: converta os dados de auditoria em sinais de segurança aplicando filtros de alto sinal (autenticação legada, falhas de MFA, sessões arriscadas) e gerando relatórios automáticos e consolidações mensais de conformidade.
- Agende, armazene e retenha as exportações do Entra ID: implemente exportações agendadas com políticas de retenção, garantindo evidências duradouras e versionadas.
Os logs de auditoria do Microsoft Entra são a forma mais rápida de confirmar tentativas de invasão de contas, sessões arriscadas e desvios de política. Só que isso não escala bem em ambientes multi-tenant. É preciso um pipeline em PowerShell apoiado no Graph para ter coleta agendada e repetível, filtros consistentes e evidências duradouras.
Quer se aprofundar no assunto? Assista ao nosso vídeo: Como criar um pipeline de auditoria de logins do Entra ID multi-tenant com PowerShell.
Guia para aproveitar ao máximo os logs do Microsoft Entra ID
📌 Pré-requisitos:
- O Microsoft Graph PowerShell já deve estar instalado e atualizado.
- É preciso ter permissão para registrar aplicativos no Microsoft Entra com privilégios mínimos para relatórios de login (recomenda-se permissões de aplicativo).
- O consentimento precisa ser registrado por tenant, e é necessária uma estratégia segura de segredos ou identidade gerenciada.
- É preciso ter um local de armazenamento central para as exportações.
- É preciso um espaço de trabalho de relatórios para consolidações mensais e evidências de QBR.
Passo 1: escolha as fontes e defina o esquema
Os logs de login são informações valiosas. Ao montar um pipeline de auditoria de logins do Entra multi-tenant, você precisa saber exatamente quais dados está coletando e como vai usá-los. Para isso:
- Priorize os logs de login (usuários e entidades de serviço) e avalie se também precisa da Auditoria de Diretório para entender bem o que está acontecendo.
- Defina um conjunto mínimo e consistente de colunas. Pode incluir: timestamp, UPN/objectId do usuário, displayName/appId do aplicativo, clientAppUsed (autenticação moderna vs. legada), IP/localização, resultado de MFA, status (códigos de erro) e correlationId. Dá para acrescentar ou remover dados conforme o seu cenário.
Ao final, você terá um plano claro dos dados que vai coletar durante a auditoria. Isso facilita as detecções e ajuda a gerar relatórios confiáveis.
Passo 2: proteja o registro do aplicativo e as permissões
Para extrair todo o valor dos dados de login do Entra, é preciso viabilizar a coleta multi-tenant sem intervenção manual, protegendo o registro do aplicativo e as permissões ativadas.
Comece registrando um aplicativo no Entra para relatórios, seguindo estes passos:
- Acesse o centro de administração do Microsoft Entra e faça login.
- Vá até Entra ID > Registros de aplicativo > Novo registro.
- Defina um nome para o aplicativo de relatórios.
- Em Tipos de conta com suporte, especifique quem pode usar o aplicativo. As opções disponíveis são:
- Contas apenas neste diretório organizacional
- Contas em qualquer diretório organizacional
- Contas em qualquer diretório organizacional e contas pessoais da Microsoft
- Contas pessoais da Microsoft
- Selecione Registrar.
💡Observação: atribua somente as permissões necessárias para relatórios e auditoria de login (permissões de aplicativo).
Depois de configurar o aplicativo de relatórios, guarde as credenciais em um cofre seguro e faça a rotação do acesso aos logs. Registre o status de consentimento de cada tenant usando o aplicativo de relatórios e deixe os dados prontos para as próximas datas de revisão.
Ao final, você terá uma base reforçada e auditável para a coleta automatizada.
Passo 3: conecte-se com o Graph PowerShell e faça as consultas de base
Primeiro, baixe o módulo Microsoft Graph PowerShell. Depois, siga estes passos para conectar o Windows PowerShell ao seu tenant do Microsoft Entra ID:
- Defina a política de execução do PowerShell como remote signed com este comando:
Set-ExecutionPolicy -ExecutionPolicy RemoteSigned -Scope CurrentUser - Execute este comando para instalar o módulo Microsoft Graph PowerShell:
Install-Module -Name Microsoft.Entra -Repository PSGallery -Scope CurrentUser -Force -AllowClobber - Execute
Connect-Entra -Scopes 'User.Read.All'e faça login com uma conta de administrador do tenant quando solicitado.
Feito isso, você já pode:
- Autenticar sem interação em cada tenant usando o registro do aplicativo.
- Executar consultas de base para uma janela de 24 a 72 horas e exportar em CSV/JSON.
- Validar os campos principais (aplicativo cliente, resultado de MFA, códigos de erro) e o tratamento de fuso horário.
Com a conexão ao Microsoft Graph estabelecida, dá para fazer consultas mais úteis e exportar os dados necessários para a auditoria.
Passo 4: crie filtros e detecções de alto sinal
Com os logs brutos em mãos, é hora do próximo passo: transformar esses dados em sinais de segurança acionáveis. Para isso:
- Crie filtros salvos no Microsoft Entra para autenticação legada, falhas repetidas de MFA, localizações/ASNs desconhecidos, logins de alto risco e aplicativos clientes incomuns.
- Adicione enriquecimento (geolocalização, ASN, departamento do usuário) e listas de permissões por tenant para reduzir o ruído.
- Defina limites e níveis de severidade vinculados a playbooks (investigar, avisar o CSM, abrir incidente).
Com tudo isso pronto, fica mais fácil identificar problemas. O tempo de triagem cai e a equipe atua de forma mais consistente.
Passo 5: agende, armazene e preserve as evidências
Acompanhe seus dados e os resultados das auditorias internas. Assim eles se tornam mais duradouros e prontos para auditorias externas.
Para isso:
- Agende coletas por hora ou por dia, com lógica de back-fill para evitar lacunas.
- Grave as exportações de cada tenant em pastas estruturadas; aplique versionamento e retenção.
- Gere consolidações diárias e mensais com contagens de detecções e variações de tendência.
Acompanhar todos os dados garante um histórico mais confiável para investigações, conformidade e para contar a história nas QBRs.
Passo 6: alertas e relatórios em escala multi-tenant
Com dados e relatórios prontos, dá para expor riscos mais rápido e mostrar evolução. Apresente os dados a todas as partes interessadas e organize-os em relatórios prontos para QBR.
Para integrar as detecções aos seus fluxos de trabalho habituais:
- Crie rotas de alerta para detecções críticas (por exemplo, picos de autenticação legada e falhas persistentes de MFA).
- Publique scorecards mensais de segurança de login por tenant: taxa de autenticação legada, taxa de falha de MFA, logins arriscados, anomalias geográficas e MTTR.
- Acompanhe as tarefas de remediação (desativar protocolos legados, reforçar o acesso condicional, orientar usuários) e confirme a melhoria na consolidação do mês seguinte.
Isso cria uma operação de ciclo fechado, que reduz riscos e comprova valor, integrando o pipeline de auditoria ao dia a dia sem atritos.
Ideias de integração com NinjaOne no processamento de logs de login do Microsoft Entra e outros dados
- Automação: execute scripts PowerShell agendados e marque os tenants por status de consentimento e saúde da coleta.
- Monitoramento: configure um alerta para falhas de job, exportações vazias ou picos incomuns de detecção.
Guia de início rápido
Para montar um pipeline desses, normalmente é preciso:
1. Configurar o Entra ID: tenha vários tenants configurados no Entra ID.
2. Usar a API do Microsoft Graph: use a API do Microsoft Graph para acessar os logs de login de todos os tenants.
3. Módulos do PowerShell: utilize módulos como Microsoft.Graph no PowerShell para interagir com o Entra ID.
4. Scripts: escreva scripts PowerShell para consultar logs de login, filtrar dados de auditoria e exportar relatórios.
Use os logs de auditoria do Microsoft Entra para melhorar sua operação
Um pipeline em PowerShell apoiado no Microsoft Graph transforma os logs de login do Entra em um ativo operacional poderoso. Você ganha coleta repetível, detecções confiáveis e evidências prontas para auditoria.
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