{"id":925145,"date":"2026-11-06T16:47:40","date_gmt":"2026-11-06T16:47:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ninjaone.com\/blog\/o-que-e-cve\/"},"modified":"2026-11-06T16:47:41","modified_gmt":"2026-11-06T16:47:41","slug":"o-que-e-cve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/blog\/o-que-e-cve\/","title":{"rendered":"O que s\u00e3o CVEs? Common Vulnerabilities and Exposures explicadas (com exemplos)"},"content":{"rendered":"<div class=\"in-context-cta\"><h2 style=\"margin-top: 0px;\">Pontos principais<\/h2>\n<ul>\n<li>Import\u00e2ncia das CVEs na ciberseguran\u00e7a: as CVEs s\u00e3o essenciais para identificar, catalogar e tratar vulnerabilidades de software, ajudando as organiza\u00e7\u00f5es a reduzir riscos, priorizar patches e fortalecer a postura de seguran\u00e7a.<\/li>\n<li>Qualifica\u00e7\u00e3o e emiss\u00e3o de uma CVE: para se qualificar, a vulnerabilidade precisa ser corrig\u00edvel de forma independente, estar documentada, ser reconhecida pelo fornecedor e afetar uma base de c\u00f3digo espec\u00edfica. As organiza\u00e7\u00f5es CNA autorizadas submetem e atribuem CVEs por meio da MITRE.<\/li>\n<li>Estrutura do identificador e pontua\u00e7\u00e3o: os IDs de CVE seguem o formato \u201cCVE-ano-n\u00famero\u201d, e as vulnerabilidades costumam vir acompanhadas de pontua\u00e7\u00f5es CVSS (Common Vulnerability Scoring System) de 0 a 10 para quantificar a gravidade.<\/li>\n<li>Benef\u00edcios e casos de uso: as CVEs simplificam os fluxos de aplica\u00e7\u00e3o de patches, impulsionam a interoperabilidade entre ferramentas e o compartilhamento de intelig\u00eancia de amea\u00e7as, al\u00e9m de apoiar a conformidade regulat\u00f3ria (por exemplo, PCI DSS e HIPAA).<\/li>\n<li>Limita\u00e7\u00f5es e exemplos reais: entre os desafios comuns est\u00e3o atribui\u00e7\u00f5es tardias de CVE, documenta\u00e7\u00e3o amb\u00edgua e CVEs duplicadas para falhas relacionadas. Casos de grande impacto como EternalBlue (WannaCry), Heartbleed, PrintNightmare, Zerologon e Apache Struts (Equifax) mostram por que acompanhar as CVEs a tempo faz diferen\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>As <strong>Common Vulnerabilities and Exposures (CVEs)<\/strong> s\u00e3o a base do gerenciamento de vulnerabilidades e t\u00eam papel central na compreens\u00e3o, na categoriza\u00e7\u00e3o e na corre\u00e7\u00e3o de falhas de software.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que organiza\u00e7\u00f5es e pessoas dependem cada vez mais da tecnologia em v\u00e1rios aspectos da vida, a seguran\u00e7a dos ativos digitais vira uma preocupa\u00e7\u00e3o maior. De dados pessoais a infraestruturas cr\u00edticas, o cen\u00e1rio digital est\u00e1 repleto de vulnerabilidades que podem ser exploradas por agentes maliciosos. A ciberseguran\u00e7a virou prioridade generalizada, j\u00e1 que <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/it-hub\/seguranca-de-endpoints\/what-is-a-data-breach\/\">viola\u00e7\u00f5es<\/a> e amea\u00e7as cibern\u00e9ticas continuam aumentando.<\/p>\n<p>Este guia explora o conceito de CVE: o que s\u00e3o, como est\u00e3o estruturadas e como contribuem para o gerenciamento de problemas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 uma CVE?<\/h2>\n<p>Uma CVE \u00e9 um identificador padronizado atribu\u00eddo a uma vulnerabilidade espec\u00edfica de software. Ela oferece um ponto de refer\u00eancia \u00fanico para profissionais de ciberseguran\u00e7a, fornecedores e pesquisadores discutirem, compartilharem e mitigarem vulnerabilidades em sistemas e plataformas diversos. As CVEs criam uma linguagem comum para explorar e gerenciar vulnerabilidades.<\/p>\n<p>Vale olhar alguns exemplos para entender a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica das CVEs. Em 2017, a famigerada CVE-2017-0144, tamb\u00e9m conhecida como EternalBlue, exp\u00f4s vulnerabilidades no protocolo SMB da Microsoft e levou ao ataque global de ransomware WannaCry.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 a CVE-2014-0160, o bug Heartbleed de 2014, que afetou a biblioteca criptogr\u00e1fica OpenSSL. Esses casos mostram o papel decisivo das CVEs na compreens\u00e3o e no tratamento de vulnerabilidades em escala global.<\/p>\n<div class=\"blog-cta-new blog-cta-style-image\"><div class=\"cta-left\"><a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/gerenciamento-de-endpoints\/\"><h2 class=\"step-2-strong\">Conhe\u00e7a NinjaOne Endpoint Management<\/h2><\/a><p>Unifique visibilidade e controle de todos os dispositivos num \u00fanico console para reduzir a complexidade, maximizar a efici\u00eancia e refor\u00e7ar a seguran\u00e7a.<\/p><a class=\"arrow-link\" href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/gerenciamento-de-endpoints\/\">Mais info<\/a><\/div><div class=\"cta-right\"><a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/gerenciamento-de-endpoints\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/endpoint-cta-dashboard.png\" alt=\"Conhe\u00e7a NinjaOne Endpoint Management\"><\/a><\/div><\/div>\n<h2>O que se qualifica como CVE?<\/h2>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.cve.org\/programorganization\/cnas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CVE Numbering Authority (CNA)<\/a> \u00e9 a entidade que supervisiona as vulnerabilidades reportadas. Normalmente \u00e9 formada por organiza\u00e7\u00f5es de tecnologia autorizadas a atribuir IDs de CVE a vulnerabilidades nos pr\u00f3prios produtos ou em produtos dentro de um escopo definido. Para padronizar a identifica\u00e7\u00e3o das CVEs, as CNAs definiram <a href=\"https:\/\/www.cve.org\/ResourcesSupport\/AllResources\/CNARules\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">regras operacionais<\/a> que determinam o que se qualifica como CVE. Veja os crit\u00e9rios:<\/p>\n<h3>Precisa ser corrig\u00edvel de forma independente<\/h3>\n<p>Esse crit\u00e9rio diz que a falha deve poder ser corrigida sozinha, separada de outras vulnerabilidades. Tamb\u00e9m determina que os patches da falha n\u00e3o podem estar necessariamente vinculados \u00e0 corre\u00e7\u00e3o de outros bugs.<\/p>\n<h3>Precisa ser reconhecida pelo fornecedor e documentada<\/h3>\n<p>A regra se refere ao reconhecimento, pelo desenvolvedor ou fornecedor do software, de que a falha existe e tem impacto negativo. O desenvolvedor ou fornecedor tamb\u00e9m deve ter documenta\u00e7\u00e3o detalhada ou um relat\u00f3rio de vulnerabilidade que descreva as viola\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a demonstradas pela falha.<\/p>\n<h3>Precisa afetar uma \u00fanica base de c\u00f3digo<\/h3>\n<p>Uma falha pode ser identificada como CVE se afetar apenas uma base de c\u00f3digo, produto ou protocolo. Se a falha atingir v\u00e1rias bases de c\u00f3digo, produtos ou protocolos, cada uma recebe um identificador de CVE separado.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o: quando a mesma vulnerabilidade afeta v\u00e1rios fornecedores, mas vem da mesma base de c\u00f3digo subjacente (por exemplo, uma biblioteca de c\u00f3digo aberto compartilhada), ela ainda pode receber um \u00fanico identificador de CVE. J\u00e1 se a falha se manifesta de formas diferentes entre produtos, v\u00e1rias CVEs podem ser emitidas.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o: quando a mesma vulnerabilidade afeta v\u00e1rios fornecedores, mas vem da mesma base de c\u00f3digo subjacente (por exemplo, uma biblioteca de c\u00f3digo aberto compartilhada), ela ainda pode receber um \u00fanico identificador de CVE. J\u00e1 se a falha se manifesta de formas diferentes entre produtos, v\u00e1rias CVEs podem ser emitidas.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 um identificador de CVE?<\/h2>\n<p>Os identificadores de CVE (ou IDs de CVE) s\u00e3o um formato estruturado dado \u00e0s Common Vulnerabilities and Exposures para facilitar a refer\u00eancia. O identificador come\u00e7a com o prefixo \u201cCVE-\u201d, seguido do ano de atribui\u00e7\u00e3o e de um n\u00famero sequencial \u00fanico. Esse formato permite rastrear e referenciar vulnerabilidades em ordem cronol\u00f3gica. Por exemplo:<\/p>\n<p>Em \u201cCVE-2022-1234\u201d:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>2022:<\/strong> indica uma vulnerabilidade atribu\u00edda no ano de 2022<\/li>\n<li><strong>1234:<\/strong> indica o n\u00famero sequencial da CVE atribu\u00edda naquele ano.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m dos n\u00fameros de CVE, as vulnerabilidades costumam estar associadas ao Common Vulnerability Scoring System, ou <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/blog\/a-importancia-da-cve-cvss-scores\/\">CVSS<\/a>. Essas pontua\u00e7\u00f5es d\u00e3o uma medida quantitativa da gravidade de uma vulnerabilidade, considerando fatores como facilidade de explora\u00e7\u00e3o, impacto e complexidade. A escala vai de 0 a 10, e quanto maior a pontua\u00e7\u00e3o CVSS, mais grave \u00e9 a vulnerabilidade.<\/p>\n<p>As CVEs s\u00e3o gerenciadas pela CNA, e o reposit\u00f3rio central \u00e9 o banco de dados CVE da MITRE. As CNAs s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es ou entidades autorizadas a atribuir identificadores de CVE a vulnerabilidades dentro do pr\u00f3prio escopo. A MITRE, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, atua como coordenadora principal do programa CVE, mant\u00e9m o banco de dados e garante a integridade e a exclusividade dos identificadores atribu\u00eddos. Esse processo assegura que cada vulnerabilidade tenha um identificador distinto para rastreamento e comunica\u00e7\u00e3o precisos.<\/p>\n<p>Quando uma vulnerabilidade \u00e9 descoberta, a CNA respons\u00e1vel pelo produto ou sistema afetado solicita um identificador de CVE \u00e0 MITRE. Depois de atribu\u00edda, a CVE \u00e9 publicada no banco de dados CVE da MITRE, o que cria um reposit\u00f3rio centralizado e acess\u00edvel para profissionais de ciberseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Vale lembrar que, embora o CVSS forne\u00e7a uma pontua\u00e7\u00e3o quantitativa de gravidade, as organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m devem considerar fatores como disponibilidade de exploits, relatos de explora\u00e7\u00e3o ativa e impacto no neg\u00f3cio ao priorizar a aplica\u00e7\u00e3o de patches. Duas vulnerabilidades com a mesma pontua\u00e7\u00e3o CVSS podem representar riscos bem diferentes na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Saiba mais sobre <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/blog\/a-importancia-da-cve-cvss-scores\/\">as diferen\u00e7as entre CVE e CVSS, al\u00e9m das vantagens e limita\u00e7\u00f5es de cada um<\/a>.<\/p>\n<h2>Quem reporta CVEs?<\/h2>\n<p>Qualquer pessoa pode reportar uma CVE enviando um relat\u00f3rio a uma CNA, mas a maioria dos registros vem de quem trabalha com ciberseguran\u00e7a: pesquisadores, hackers \u00e9ticos e os pr\u00f3prios fornecedores. Alguns relatos tamb\u00e9m surgem de programas de bug bounty organizados por empresas que recompensam profissionais de TI por encontrar e reportar vulnerabilidades em seus sistemas.<\/p>\n<h2>Qual \u00e9 o ciclo de vida de uma CVE?<\/h2>\n<p>O ciclo de vida da CVE \u00e9 o processo pelo qual passa um registro de Common Vulnerabilities and Exposures. Ele envolve as seguintes etapas:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Descoberta da falha:<\/strong> momento em que a vulnerabilidade \u00e9 identificada.<\/li>\n<li><strong>Relato da falha:<\/strong> envio de relat\u00f3rios detalhando as complica\u00e7\u00f5es da falha descoberta ao fornecedor, \u00e0 CNA ou a um centro de coordena\u00e7\u00e3o de vulnerabilidades.<\/li>\n<li><strong>Solicita\u00e7\u00e3o e reserva do ID:<\/strong> define o estado inicial do registro da CVE, a partir da atribui\u00e7\u00e3o e reserva do ID de CVE pelo parceiro do programa CVE.<\/li>\n<li><strong>Envio da documenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> etapa cr\u00edtica em que informa\u00e7\u00f5es completas sobre a vulnerabilidade s\u00e3o reunidas e documentadas.<\/li>\n<li><strong>Publica\u00e7\u00e3o da CVE:<\/strong> etapa em que as CVEs, com seus IDs e detalhes, s\u00e3o publicadas na lista CVE, permitindo referenciar a vulnerabilidade com facilidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"Fluxograma do ciclo de vida de uma CVE\" class=\"size-full wp-image-806574 aligncenter\" height=\"409\" src=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/unnamed-65.png\" width=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/unnamed-65.png 512w, https:\/\/www.ninjaone.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/unnamed-65-300x240.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/p>\n<h2><img decoding=\"async\" alt=\"Fluxograma do ciclo de vida de uma CVE\" class=\"alignnone size-full wp-image-806583\" height=\"147\" src=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/unnamed-64.png\" width=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/unnamed-64.png 512w, https:\/\/www.ninjaone.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/unnamed-64-300x86.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/h2>\n<h2>Quais s\u00e3o os benef\u00edcios das CVEs?<\/h2>\n<p>Manter um registro p\u00fablico padronizado de vulnerabilidades traz v\u00e1rias vantagens:<\/p>\n<h3>Fluxos de aplica\u00e7\u00e3o de patches mais simples<\/h3>\n<p>Um registro estruturado das vulnerabilidades mais comuns facilita o trabalho dos profissionais de ciberseguran\u00e7a, que passam a contar com um recurso acess\u00edvel sempre que uma CVE \u00e9 divulgada.<\/p>\n<h3>Compatibilidade entre ferramentas<\/h3>\n<p>A maioria dos scanners de vulnerabilidade \u00e9 programada para varrer bancos de dados de CVE, o que permite \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es avaliar a postura de seguran\u00e7a e priorizar as corre\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>Integra\u00e7\u00e3o com plataformas de seguran\u00e7a<\/h3>\n<p>Os registros de CVE em si normalmente n\u00e3o incluem Indicadores de Comprometimento (IoCs), mas muitos boletins de vulnerabilidade e plataformas de intelig\u00eancia de amea\u00e7as associam CVEs a IoCs. Esse mapeamento permite que as ferramentas de seguran\u00e7a integrem os dados de CVE aos fluxos de detec\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Conformidade<\/h3>\n<p>Estruturas regulat\u00f3rias como <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/it-hub\/seguranca-de-endpoints\/o-que-e-conformidade-com-a-pci\/\">PCI-DSS<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/blog\/conformidade-com-a-hipaa\/\">HIPAA<\/a> ou NIST costumam exigir o acompanhamento de CVEs. Uma plataforma de seguran\u00e7a de endpoint com esse recurso ajuda as organiza\u00e7\u00f5es a aplicar e manter a conformidade.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os desafios das CVEs?<\/h2>\n<p>Apesar de ser um sistema valioso para a ciberseguran\u00e7a, a estrutura de CVE tamb\u00e9m enfrenta desafios que podem afetar sua ado\u00e7\u00e3o. Veja alguns deles:<\/p>\n<h3>Atribui\u00e7\u00e3o tardia da CVE<\/h3>\n<p>Quando a CVE demora a ser atribu\u00edda, a mitiga\u00e7\u00e3o antecipada fica dif\u00edcil. Isso acontece at\u00e9 com vulnerabilidades cr\u00edticas, como as encontradas em bibliotecas populares de c\u00f3digo aberto.<\/p>\n<h3>Documenta\u00e7\u00e3o pouco clara<\/h3>\n<p>Outro gargalo para os profissionais de ciberseguran\u00e7a aparece quando os registros de CVE trazem detalhes t\u00e9cnicos vagos ou incompletos. Isso atrapalha a preven\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da explora\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade.<\/p>\n<h3>V\u00e1rias CVEs para a mesma causa raiz<\/h3>\n<p>CVEs separadas geram confus\u00e3o e viram um problema s\u00e9rio na hora da corre\u00e7\u00e3o. Isso costuma ocorrer quando falhas em componentes ou vers\u00f5es semelhantes existem em plataformas diferentes.<\/p>\n<h2>Qual \u00e9 a import\u00e2ncia das CVEs na ciberseguran\u00e7a?<\/h2>\n<p>As CVEs t\u00eam papel central na identifica\u00e7\u00e3o e na resolu\u00e7\u00e3o proativa de vulnerabilidades de software. Com uma refer\u00eancia padronizada, os profissionais de ciberseguran\u00e7a se comunicam melhor, compartilham intelig\u00eancia de amea\u00e7as e colaboram para mitigar vulnerabilidades antes que sejam exploradas.<\/p>\n<p>As CVEs tamb\u00e9m se tornam essenciais na resposta a incidentes. As equipes de seguran\u00e7a podem consult\u00e1-las para entender a natureza das vulnerabilidades, avaliar a gravidade e aplicar medidas direcionadas contra as amea\u00e7as espec\u00edficas identificadas.<\/p>\n<p>Incidentes reais, como a viola\u00e7\u00e3o de dados da Equifax (CVE-2017-5638) e a vulnerabilidade do Apache Struts, mostram a import\u00e2ncia cr\u00edtica das CVEs. Nesses casos, a explora\u00e7\u00e3o de vulnerabilidades conhecidas resultou em grandes <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/it-hub\/seguranca-de-endpoints\/what-is-a-data-breach\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">viola\u00e7\u00f5es de dados<\/a>, o que refor\u00e7a a necessidade de as organiza\u00e7\u00f5es manterem a vigil\u00e2ncia, aplicarem patches rapidamente e monitorarem bancos de dados de CVE em busca de amea\u00e7as emergentes.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o as 5 CVEs not\u00e1veis que toda equipe de TI deveria conhecer?<\/h2>\n<p>Estas cinco CVEs not\u00e1veis causaram grande impacto em ativos digitais e seguem preocupando quem mant\u00e9m sistemas desatualizados ou sem patches. Lembre-se de que o cen\u00e1rio de amea\u00e7as evolui r\u00e1pido e novas CVEs, como <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/blog\/cve-2024-20666-vulnerability-creates-patch-failures-for-winre-os-update\/\">CVE-2024-20666<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/blog\/cve-2023-5129-webp-apps-vulneraveis\/\">CVE-2023-5129<\/a>, surgem o tempo todo. Mantenha-se sempre informado sobre as amea\u00e7as e vulnerabilidades mais recentes.<\/p>\n<p>A CVE-2024-20666, por exemplo, \u00e9 uma vulnerabilidade de bypass de seguran\u00e7a do Windows que afeta o BitLocker, e a CVE-2023-5129 se refere a um estouro de buffer na biblioteca de imagens WebP que atingiu v\u00e1rios aplicativos. Incluir CVEs recentes deixa claro a velocidade com que o cen\u00e1rio de amea\u00e7as muda.<\/p>\n<h3>1) CVE-2017-5638 (Apache Struts\/S2-045 \u2013 viola\u00e7\u00e3o da Equifax)<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> Essa vulnerabilidade cr\u00edtica no Apache Struts permitia a execu\u00e7\u00e3o remota de c\u00f3digo por meio de um cabe\u00e7alho Content-Type manipulado em uma requisi\u00e7\u00e3o HTTP. A explora\u00e7\u00e3o dessa falha levou \u00e0 famigerada viola\u00e7\u00e3o de dados da Equifax em 2017, que exp\u00f4s informa\u00e7\u00f5es pessoais sens\u00edveis de milh\u00f5es de pessoas.<\/span><br \/>\n<b>Risco: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">atacantes remotos podiam executar c\u00f3digo arbitr\u00e1rio no servidor afetado, o que poderia resultar em acesso n\u00e3o autorizado e vazamento de dados.<\/span><br \/>\n<b>Mitiga\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">aplicar rapidamente patches e atualiza\u00e7\u00f5es do Apache Struts, al\u00e9m de implementar firewalls de aplica\u00e7\u00f5es web.<\/span><\/p>\n<h3>2) CVE-2017-0144 (EternalBlue \u2013 ransomware WannaCry)<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O EternalBlue foi um exploit vazado da NSA que atacava uma vulnerabilidade no protocolo SMB da Microsoft. Ficou famoso por ser usado no ataque de ransomware WannaCry em 2017, que afetou centenas de milhares de computadores no mundo todo.<\/span><br \/>\n<b>Risco: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">essa vulnerabilidade permitia a propaga\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do ransomware pelas redes, criptografando arquivos e exigindo pagamento de resgate.<\/span><br \/>\n<b>Mitiga\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">aplicar as atualiza\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a da Microsoft e desativar o protocolo SMBv1, j\u00e1 obsoleto.<\/span><\/p>\n<h3>3) CVE-2019-0708 (BlueKeep)<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> O BlueKeep foi uma vulnerabilidade cr\u00edtica de execu\u00e7\u00e3o remota de c\u00f3digo no Remote Desktop Protocol (RDP) da Microsoft. Permitia que um atacante executasse c\u00f3digo arbitr\u00e1rio em um sistema-alvo sem nenhuma intera\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio.<\/span><br \/>\n<b>Risco: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">assim como no EternalBlue, a explora\u00e7\u00e3o podia gerar ataques em larga escala e comprometer sistemas sem patches.<\/span><br \/>\n<b>Mitiga\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">aplicar as atualiza\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a da Microsoft e desativar o RDP nos sistemas em que ele n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<h3>4) CVE-2020-1472 (Zerologon)<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> O Zerologon explorava uma vulnerabilidade no Netlogon Remote Protocol (MS-NRPC), usado pelos controladores de dom\u00ednio do Windows. A explora\u00e7\u00e3o bem-sucedida permitia que um atacante se passasse por qualquer computador, inclusive pelo controlador de dom\u00ednio.<\/span><br \/>\n<b>Risco:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> atacantes podiam assumir o controle de um controlador de dom\u00ednio, o que levava a acesso n\u00e3o autorizado e comprometimento da rede.<\/span><br \/>\n<b>Mitiga\u00e7\u00e3o:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> aplicar as atualiza\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a da Microsoft e impor configura\u00e7\u00f5es seguras do Netlogon.<\/span><\/p>\n<h3>5) CVE-2021-34527 (PrintNightmare)<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O PrintNightmare foi uma vulnerabilidade no servi\u00e7o Spooler de Impress\u00e3o do Windows que permitia a execu\u00e7\u00e3o remota de c\u00f3digo. Ganhou grande repercuss\u00e3o pela gravidade e pelo potencial de explora\u00e7\u00e3o.<\/span><br \/>\n<b>Risco: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">a explora\u00e7\u00e3o bem-sucedida permitia executar c\u00f3digo arbitr\u00e1rio com privil\u00e9gios de sistema.<\/span><br \/>\n<b>Mitiga\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">aplicar as atualiza\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a da Microsoft e adotar solu\u00e7\u00f5es alternativas para desativar o servi\u00e7o Spooler de Impress\u00e3o onde ele n\u00e3o for necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<div class=\"in-context-cta\"><p style=\"text-align: center;\">Antecipe-se a vulnerabilidades que podem estar associadas a CVEs conhecidas e aja na hora.<br \/>\n\u2192 <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/gerenciamento-de-endpoints\/demonstracao\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Veja o que o gerenciamento de endpoints do NinjaOne pode fazer<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Fique um passo \u00e0 frente dos hackers entendendo as amea\u00e7as de seguran\u00e7a do dia a dia.<\/strong> Assista a <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/videos\/security\/common-vulnerabilities-and-exposures\/\"><em>common vulnerabilities and exposures<\/em><\/a> e proteja seus sistemas hoje mesmo.<\/p>\n<h2>Use as CVEs para uma ciberseguran\u00e7a proativa<\/h2>\n<p>Como vimos, as CVEs s\u00e3o a base do gerenciamento de vulnerabilidades. Adotar uma linguagem padronizada para identificar, catalogar e mitigar vulnerabilidades melhora a colabora\u00e7\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o entre profissionais de ciberseguran\u00e7a no mundo todo.<\/p>\n<p>Acompanhar as CVEs mais recentes \u00e9 essencial para uma estrat\u00e9gia de ciberseguran\u00e7a eficiente e proativa. Organiza\u00e7\u00f5es e pessoas devem monitorar bancos de dados de CVE com regularidade, aplicar patches sem demora e colaborar com a comunidade de ciberseguran\u00e7a para fortalecer a resili\u00eancia coletiva diante de novas amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Para quem usa NinjaOne, o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es de CVE \u00e9 simplificado na pr\u00f3pria plataforma, com dados sobre <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/script-hub\/how-to-mitigate-cve-2023-36884-powershell\/\">exploits de dia zero e mitiga\u00e7\u00f5es<\/a> publicados antes mesmo de os patches dos fornecedores ficarem dispon\u00edveis. \u00c9 poss\u00edvel ver as pontua\u00e7\u00f5es de CVE e CVSS direto na plataforma, o que permite <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/gerenciamento-de-vulnerabilidades\/\">integrar o gerenciamento de vulnerabilidades \u00e0 estrat\u00e9gia geral de ciberseguran\u00e7a sem atritos<\/a>. Essa integra\u00e7\u00e3o amplia a visibilidade e ajuda as equipes de TI a priorizar e resolver vulnerabilidades com efici\u00eancia.<\/p>\n<div class=\"blog-cta-new blog-cta-style-3\"><div class=\"cta-left\"><h2>Experimente gr\u00e1tis o software de gerenciamento de endpoints n\u00ba 1 no G2<\/h2><p>Sem necessidade de cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Acesso completo a todos os recursos.<\/p><\/div><div class=\"cta-right\"><a class=\"button\" href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/solicitar-teste-gratis\/\">Comece a testar NinjaOne agora. Gr\u00e1tis.<\/a><\/div><\/div>\n<p>NinjaOne oferece as ferramentas para <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/rmm\/seguranca-de-endpoint\/\">gerenciar a seguran\u00e7a de endpoint<\/a> e alcan\u00e7ar a <a href=\"https:\/\/www.ninjaone.com\/pt-br\/blog\/o-que-e-a-arquitetura-de-confianca-zero-o-modelo-de-seguranca-superior-a-ela-explicado\/\">confian\u00e7a zero<\/a>, com controles de acesso baseados em fun\u00e7\u00e3o, monitoramento e gerenciamento de criptografia de disco e antiv\u00edrus, al\u00e9m de gerenciamento de credenciais para scripts, patches e acesso remoto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Common Vulnerabilities and Exposures (CVEs) s\u00e3o a base do gerenciamento de vulnerabilidades e t\u00eam papel central na compreens\u00e3o, na categoriza\u00e7\u00e3o e na corre\u00e7\u00e3o de falhas de software. \u00c0 medida que organiza\u00e7\u00f5es e pessoas dependem cada vez mais da tecnologia em v\u00e1rios aspectos da vida, a seguran\u00e7a dos ativos digitais vira uma preocupa\u00e7\u00e3o maior. 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